7 de dez. de 2008

Desenho com estilete

Ser o poeta ou o interprete
Feita marionete para essa gente
Sem insignificância
Sendo da forma que for
Mesmo seu teto caindo
E continuar sorrindo

Andar sem parar
Acomodado é não se dedicar
Acreditar que o mundo
Ira mudar

Lavo as minhas roupas sujas
Planto a minha comida
Acredito sou capaz
Não penso de onde vim
E para onde vou

Se o problema é da matemática
Por que me atrapalha.
Danem-se, cada um com os seus

Diz pobre coitado
Mas não enxerga o umbigo
Amanhã pode ser você
Cheio de flores
E velas nos quatro cantos

Satisfeito sou elegante
Do que isso serve
É só um pedacinho de pano
Com um nome bonito

propaganda de veneno
nosso veneno é melhor
um ´só gota basta
compre agora e experimente
se não gostar volte para reclamar

sentar –se no alto de uma montanha
esquecendo toda essa gente
hipócrita e arrogante
respirar ar fresco, admirar o céu
relaxar e abrir um refrigerante

arrotar bem forte
colocando para fora as impurezas
que me engordam e me enfeia

purificar na bica de água pura
beber das coisas simples
saboreando o seu sabor
e descobrir que ainda tem cura

não usar nenhuma moral
só sentir o seu calor
aquecendo deste vento gelado

admirar a clorofila das plantas
que estando paradas não engordam
embelezam a vida imobilizada
sem invadir o lugar de ninguém

o que realmente importa é o que sou
que da gota de um liquido meu
aparece alguém igual a você
não importa se suas idéias
ficam confusas
sem saber o que dizer